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Category Archives: Ciência


SingularityUniversityPatrocinada pelo Google e pela NASA, a Singularity University realizará seu primeiro curso fora dos EUA. Mais precisamente, em São Paulo!

Confesso que, ao ouvir a frase “O melhor da humanidade ainda está por vir”, dita por Rodrigo Furlan, analista financeiro e aluno da Singularity University, fui pego de surpresa. Da limitada perspectiva de onde me encontro, acabo deduzindo que a humanidade não caminha para seu melhor. Portanto, ao ouvir uma idéia que contradiz totalmente o que estou vendo, acho melhor parar e prestar atenção.

A Singularity University é um projeto futurístico de universidade, onde, entre os professores, estão astronautas, biotecnólgos, especialistas em nanotecnologia e robótica. O objetivo, muito resumidamente, é buscar soluções inovadoras para problemas sérios, como a mudança climática, a fome e a democratização do conhecimento.

Soluções inovadoras são mesmo mais que necessárias. Ainda enfrentamos problemas básicos para solucionar a demanda por necessidades básicas, tais como habitação, vestuário, alimentação e trabalho, as quais são responsáveis pela imensa maioria de nossos problemas no dia-a-dia.

Há centenas de anos vivemos correndo atrás do rabo. Estamos correndo, cada vez mais,  atrás dos mesmos problemas. E quanto mais fazemos isso mais problemas geramos. É claro. Um amigo me disse uma vez: os problemas não podem ser solucionados pela mesma mentalidade que os gerou.

Democratização do conhecimento, assim como as soluções inovadoras, é urgente! Nossa espécie precisa mudar sua maneira de agir no ecossistema onde vive. Não é mais aceitável que o conhecimento pertença a uma minoria e que a maioria não queira saber de nada, deixando para a minoria entender como as coisas são. A maioria burra, que só se importa com comer, beber e se emocionar, não tem mais espaço no futuro. Todos precisam subir de patamar e partilhar o conhecimento num nível muito semelhante.

Por essas razões resolvi chamar a atenção dos poucos leitores que passam por este blog para o projeto do Google eda NASA, pois ao meu ver, tem objetivos bem condizentes com a necessidade do planeta. A seguir destaco algumas informações e curiosidades mais específicas sobre a Singularity University.

Não há livros. O conteúdo das aulas é criando constantemente. O foco do ensino está totalmente no futuro, olhando e pensando periodicamente em que direção o mundo está indo.

A tecnologia se duplica a cada 18 a 30 meses. Um resultado muito impactante. O potencial ascendente da tecnologia é muito grande. Só que a maioria das pessoas pensam hoje de forma linear, enquanto a tecnologia é exponencial, criando um enorme vácuo. Os alunos são ensinados a pensar sobre isso.

TheSingularityUniversityIsNearSegundo um de seus fundadores, Ray Kurzweil, autor do livro The Singularity is Near,  a singularidade será o momento em que homem e máquina irão praticamente se fundir.

Ainda de acordo com Kurzweil, os saltos exponenciais existem muito antes do surgimento da humanidade. Ele destaca seis épocas onde ocorreram transformações determinantes:

1a Época: Surgimento das primeiras estruturas atômicas, baseadas nas leis da química e da física;

2a Época: Formação do DNA, onde as informações genéticas passaram a ser organizadas e replicadas;

3a Época: Surgimento do cérebro, onde as informações se tornaram mais complexas e o modelo mental passou a moldar o mundo;

4a Época: A quarta época seria a atual, começando com o aparecimento das máquinas, onde a tecnologia acelera a transformação do homem e da natureza;

5a Época: Singularidade. A fusão entre homem e máquina permitirá que a inteligência e a criatividade humana ultrapassem os limites do cérebro;

6a Época: Quando os padrões de energia e matéria serão substituídos por uma espécie de inteligência universal.

A Singularity University considera o Brasil um país importante para seus cursos. E o motivo é curioso e lamentavelmente verdadeiro. A população no Brasil é imensa. Se analisados os problemas que o país enfrenta (desmatamento, água potável, pobreza, saúde pública, educação), trata-se de um microcosmo perfeito dos problemas globais. Resolvendo-os no Brasil, os mesmos podem ser resolvidos em qualquer outro lugar.

Fica aqui a sugestão da reportagem completa no site da Globo News, programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, onde será possível ao leitor conhecer o projeto de forma mais ampla e precisa.

Em meio a tantos desastres naturais e tantas mortes que poderiam ser evitadas caso nosso país não vivenciasse há anos uma mentalidade política e administrativa burra e inerte, Google e NASA estão com seus olhos anos-luz à nossa frente, talvez criando a possibilidade real da existência de vida inteligente no planeta Terra.

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BigBangA mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso. O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos. Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus. Algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)

No último dia 06, “Dia de Reis” (ainda sobre os reis magos, sugiro a leitura do post Natal – Um pouco mais sobre os magos… ), o Papa Bento XVI disse a 10 mil fiéis, na basílica de São Pedro, que Deus é o responsável pelo Big Bang, conforme suas palavras destacadas acima.

Podemos colocar as coisas em seus devidos lugares? Creio que sim. Para isso vamos analisar por partes as palavras de Bento XVI.

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang (…)

Eu diria que, apesar das evidências a respeito do Big Bang, o Papa, ou a Igreja, ambos talvez tenham se precipitado. Me pareceu um ato meio “desesperado”, onde ambos tenham se arriscado desnecessariamente.

A ciência é incompleta e inacabada por natureza e está sempre revendo a si mesma. Sabemos muito pouco sobre o Big Bang, apesar de já termos avançado muito. Ao meu ver, existe uma enorme probabilidade de ainda mudarmos nossa visão sobre a relação entre a origem do universo e o Big Bang, apesar de ser muito improvável que ambas as coisas se desvinculem.

Ao atribuir a Deus a teoria do Big Bang, e, ao fazê-lo tão rapidamente, a Igreja pode vir a se arrepender. Um risco desnecessário., visto que a Igreja não deveria estar se preocupando com as últimas descobertas científicas. Não é o papel dela. Não é pra isso que as pessoas se filiam a ela.

(…) os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso.

Particularmente duvido muito que os cristãos estejam se preocupando com a origem do universo. Em relação ao que buscam os fiéis, que importa o que houve há 13,7 bilhões de anos? Que importa por que o universo teria sido criado? Os fiéis de hoje em dia são, em sua grande maioria, muito práticos. O que importa é o que foi prometido a eles em vida, e, principalmente, após a morte, ao terem se tornado cristãos.

O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos.

Se a ciência acreditasse em acaso ela simplesmente não existira. É justamente o contrário. A ciência investiga precisamente motivada pelo fato de que tudo teve, tem e terá suas causas. Se não fosse assim nem mesmo os conceitos de aprendizado e conhecimento seriam possíveis.

Os pesquisadores do CERN, em Genebra, ao estudar, entre outras coisas, propriedades mais específicas a respeito do Big Bang,, não reuniram pesquisadores de vários países com o intuito de divulgar a idéia de que o universo surgiu por acaso. Eles realmente não se importam com o que acreditamos sobre isso. O intuito é conseguir descrever o funcionamento das coisas, as leis de causa e efeito. E, sobre o Big Bang, não seria diferente.

FilamentosContemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus.

De fato, ao contemplar o universo, é praticamente impossível não pensarmos sobre Deus. São inúmeras as questões sobre isso. A função do Papa é vincular a Deus tudo o que podemos contemplar. Nós, pessoas comuns, livres pensadores, não podemos negar esse vínculo entre o universo visível e um Deus criador. Não temos evidência alguma que negue essa natureza do universo.

Mas o inverso é verdadeiro. Não temos qualquer evidência de que esse vínculo exista. Dessa forma, é um prazer conseguir conviver muito bem com a dúvida e continuar observando e perguntando, ao invés de precisar de certezas e atribuir a um ser sobrenatural todas as perguntas as quais ainda não sabemos as respostas.

Agora, uma pequena curiosidade. Bento XVI afirmou que, ao contemplarmos o universo, enxergamos a criatividade inesgotável de Deus. Bem, talvez ele tenha se esquecido do enigma da energia escura, a qual, ao que parece, vai acabar de vez com a tal inesgotabilidade criativa de Deus.

Algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)

Mais uma vez sou obrigado a concordar com Bento XVI sobre isso. Mas permita-me uma correção: não são apenas algumas teorias científicas que são limitadas. São todas elas! Volto a dizer: a ciência é uma prática, uma atitude, cujas ferramentas de pesquisa, assim como seus resultados, serão sempre limitadas e incompletas, visto que, nós, a raça humana, aquelas que fazem a ciência acontecer na prática, mesmo que possamos evoluir para sempre, sempre seremos limitados frente à proporção e complexidade do universo em que vivemos e desejamos conhecer.

Fico pensando se, ao fazer essa afirmação lógica sobre a ciência, Bento XVI estaria tentando dizer que ele, ou a Igreja, tem a tal explicação para a realidade última. Mas, se tem, por que então teriam atribuído a Deus uma teoria tão limitada como o Big Bang? Minha mente naturalmente limitada não é capaz de compreender tais contradições divinas.


Homem_VelhoO homem velho está sentado em meio às trevas, pensando nas suas amantes agora já mortas…

A noite havia caído, tão rápida, um pouco mais a cada dia…

Uma estrela pisca na distância, um outro mundo, tão distante. Será que ainda existe?

Ninguém sabe.

Vemos tão pouco. Sabemos tão pouco.

Será que elas ainda me amam? Ou será que viraram poeira, feito as estrelas?

E eu? Virarei anjo ou poeira?

Durante sua vida, buscou por certezas, por respostas aos grandes enigmas.

Primeiro, tentou a fé.

Depois, o conhecimento.

Com o passar do tempo, descobriu que não existem respostas simples, que não existe uma explicação final, coerente.

Entendeu que não existe um plano para a Criação.

Lutou contra isso, sem querer aceitar que o que podemos conhecer é limitado, que nunca saberemos tudo.

Sentiu-se pequeno e inútil.

Se não posso compreender o mundo, quem sou eu?

Sofreu durante muito tempo. Não sabia como abraçar a simplicidade do não saber.

Aos poucos, as coisas começaram a mudar.

A direção que antes levava a nada virou uma nova estrada.

Era bom não ser parte de um plano para o mundo. Pela primeira vez, o homem velho sentiu-se livre.

Podia sempre continuar a perguntar e a aprender sobre o mundo e sobre a si próprio.

Podia sempre amar e esperar que fosse amado.

Estar vivo e ser lembrado é o que importa.

Uma coruja piou na distância.

O homem velho sorriu e pegou o telefone. Para quem ligaria?


Bibliografia:

GLEISER, Marcelo. Criação Imperfeita.: Medo das Trevas II



plutao_caronteTodos os que puderam ir na escola aprenderam que nosso sistema solar tinha 9 planetas. Mas por acaso algum professor chegou a dizer que, antes de 2005, não havia ainda uma definição sobre o que era um planeta?

Foi devido a um achado do pesquisador do CALLTECH (Instituto de Tecnologia da Califórnia), Mike Brown, que a União Astronômica Internacional se viu forçada a estabelecer a definição de PLANETA.

O achado determinante foi a descoberta de ÉRIS, o primeiro objeto, além da órbita de Netuno, mais precisamente no CINTURÃO DE KUIPER, com dimensões maiores que as de Plutão, até então conhecido como o menor planeta de nosso sistema solar.

Com isso, em 2006, um astro morre e outro nasce. Morre Plutão, oficialmente rebaixado e nasce Mike Brown, escolhido pela revista TIME umas das 100 pessoas mais influentes daquele ano.

Plutão assassinado? Chega a ser ridícula essa dramatização por parte de alguns. Plutão apenas foi devidamente colocado em seu lugar.

Outra coisa que temos que nos perguntar: fora do meio científico, alguém realmente se preocupa com o que Plutão é de fato? Tenho quase certeza que nossos livros estudantis poderiam continuar afirmando por muitos anos que Plutão é o nono planeta do sistema solar sem qualquer incômodo por parte de nossa população.

Mas então por que estou falando sobre o rebaixamento de Plutão? Apenas porque ele foi a vítima de um bom exemplo.

Mesmo no meio científico, quando uma informação anterior é substituída por uma mais adequada à realidade, há muita resistência. Justamente onde não deveria haver nenhuma. Imagine qual a intensidade do nosso grau de resistência aqui fora do meio científico, em nossas casas, famílias, centros educacionais e organizações religiosas.

Nossa única forma de “evolução positiva” (transformação e adaptação que garanta nossa continuidade e melhoria, assim como a do planeta como um todo) está estreitamente ligada à nossa capacidade de melhorar nossa observação, percepção e compreensão da realidade (na qual estamos incluídos individual e coletivamente), de reconhecer informações, valores e conceitos falhos em relação à constatação de novos fatos e do quanto somos realmente capazes de substituí-los individual e coletivamente no meio em que vivemos.

Muitos fatores podem nos destruir. Fenômenos naturais e astronômicos de dimensões muito além da nossa capacidade de adaptação podem nos destruir a qualquer momento. Sem a flexibilidade de substituir paradigmas rigidamente estabelecidos por paradigmas flexíveis e temporais, jamais conseguiremos dar o próximo passo em relação à nossa melhoria e continuidade. Por isso o “assassinato” de Plutão é um ótimo exemplo. Quantas coisas, as quais na verdade não tem nenhum vínculo com a realidade estamos deixando de “assassinar” (substituir) em nós mesmos ou em nossa cultura apenas pela capacidade que as mesmas tem em preencher nossas carências?

Para concluir, voltando especificamente ao rebaixamento de Plutão, não devemos esquecer que ainda estamos conhecendo nosso sistema solar, a galáxia e o espaço profundo ao nosso redor. Além do sistema solar, neste momento, mesmo sem a capacidade de observá-los diretamente, conhecemos a existência de 505 objetos que definimos atualmente como PLANETAS. Ainda gatinhamos nesse sentido. Portanto, tendo em vista as incontáveis coisas estranhas e desconhecidas com as quais acredito que ainda iremos nos deparar universo à fora, tanto a definição de PLANETA como todas as demais estão seriamente ameaçadas pela verdade, desde que esta continue sendo nosso objeto de desejo e motivação.

 


Combustivel_FossilA conferência sobre mudanças climáticas em Cancún, concluída neste sábado, superou as baixas expectativas e se tornou um "sucesso surpreendente", segundo análise da revista The Economist.

Sucesso surpreendente? Podemos então ficar tranquilos e felizes? Nosso planeta está a salvo? Vamos tentar entender melhor o que a revista The Economist está tentando nos dizer.

A revista diz que os acordos não-vinculantes assinados em Cancún trazem "avanços", ainda que “modestos”. Modestos? Dispomos de tempo para modéstia quando se trata da utilização de combustíveis fósseis?

A revista também disse que classificou Cancún como um sucesso devido às baixas expectativas geradas pelo fracasso de Copenhague em 2009. Então… O que isso quer dizer?

Por fim a revista conclui dizendo que os resultados de Cancún não são nem extraordinários e nem mesmo suficiente para a redução do aquecimento global, não passando de um “início de mudança”.

Oras, afinal, como a COP-16 pode ter sido um sucesso se, na prática, não foi suficiente para redução do aquecimento global? (Clique aqui para saber quais as medidas adotadas na COP-16)

Para entendermos um pouco melhor de com o que estamos lidando, os poucos leitores deste blog podem acessar a página Protocolo de Kyoto.

Emissoes

Curiosidade…

Os países chamado “emergentes” estão isento de reduções. Estão entre eles a China, o Brasil e a Índia. E o mais curioso: a China atualmente se tornou o maior poluidor mundial. Alguém por favor me explique: Como pretendem salvar o planeta isentando de reduções o maior poluidor mundial?

O segundo maior poluidor mundial, os Estados Unidos, nunca chegou a ratificar o Protocolo de Kyoto. Como pretendem salvar o planeta isentando de reduções o primeiro e o segundo maiores poluidores mundiais?

Na prática…

É impressionante como é possível constatar que a grande maioria dos países envolvidos no problema da emissão de poluentes não possuem nem capacidade nem mesmo vontade de sair do problema. E um dos grandes problemas disso é que nenhum deles ainda consegue ver a si mesmo afetado pelo problema.

Outro fator que impressiona e assusta que é que tratar de percentuais de reduções na emissão dos poluentes nunca irá resolver coisa alguma e muito menos salvar o planeta de grandes danos. Isso poderia no máximo, retardar uma crise mundial de enormes proporções.

Mas esse quadro de crise mundial será mesmo retardado? Seria retardado se hoje 40% das emissões já tivessem sido cortadas tendo como base o ano de 1990. Mas nem mesmo 5% foi cortado. E, seguindo as tendências atuais, 40% de redução jamais será conseguido.

Atrasar o problema e deixá-lo para gerações futuras é uma coisa. Resolvê-lo é outra bem diferente. Por enquanto a única coisa que estamos fazendo é a segunda opção: deixá-lo para as gerações futuras. Mas e resolvê-lo? Seríamos capazes?

A única forma de resolver o problema é a mudança de paradigma. Neste caso em específico, trata-se da mudança total das matrizes energéticas e da mentalidade de produção e consumo. Esquecer completamente os combustíveis fósseis e passar a utilizar as fontes de energias limpas, tais como a energia solar, o vento e o hidrogênio. Seremos capazes disso? Continuaremos a classificar tudo isso como sendo “trabalhoso demais”?

A perspectiva não é nada boa. Kyoto e COP-16 não passam de ilusão. E nós por aqui, ao mesmo tempo que sabemos que continuar utilizando combustíveis fósseis, mesmo que em escala reduzida, é o mesmo que assassinar milhões de formas de vida hoje e amanhã, estamos “orgulhosos” com a descoberta do Pré-Sal.

Infelizmente quaisquer que sejam os discursos política e ambientalmente corretos, quase todos continuam sendo facilmente destruídos pelo brilho nos olhos que surge com o termo “barril de petróleo”.


AlienBacteriaFoi um marketing e tanto. A NASA conseguiu criar uma intensa expectativa nos meios jornalísticos e científicos.

A princípio falou-se que a agência espacial americana teria feito uma nova descoberta sobre evidência de vida extraterrestre. Mas logo as coisas foram ficando mais claras:

Uma descoberta das astrobiologia que terá impacto na busca de vida fora da Terra.

Qual seria a descoberta? Uma bactéria. Onde? Aqui mesmo, em nosso planeta, mais precisamente num lago da Califórnia.

Mas então, por que o alarde? Por que tanto marketing sobre algo contra o qual lutamos diariamente ao comprar amoxicilina sem receita médica? E o que uma bactéria encontrada num lago da Califórnia teria a ver com extraterrestres verdinhos?

Forma de Vida Desconhecida

A bactéria encontrada no lago da Califórnia indica a existência de uma forma de vida até então desconhecida. Ou seja, vida que, para nós, não poderia ser vida.

Até o momento acreditava-se que todas as formas de vida terrestres processavam apenas os elementos a seguir: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. A bactéria encontrada substitui o fósforo pelo venenoso arsênio, que, em tese, não deveria fazer parte da química da vida como a conhecemos.

Em relação ao que entendíamos por vida (vale lembrar que ainda não chegamos a um consenso sobre esse conceito), surge então a primeira exceção à regra. Se não havíamos definido vida ainda de forma definitiva, essa definição agora, momentaneamente, fica mais difícil.

AstrobiologiaA astrobiologia, ou “exobiologia”, que estuda a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida no universo – isso inclui a nós – dá um passo a mais para o aumento da possibilidade de encontrar vida fora da Terra.

O que procurar?

Temos hoje vários desafios que a astrobiologia precisa superar. Um dos principais é justamente saber o que procurar no espaço. Como assim saber o que procurar? Vida é claro! Mas a pergunta que vem a seguir é: que tipo de vida?

Iniciamos nossas buscas procurando sinais de existência de vida semelhante à nossa. E isso não poderia ser diferente pois a vida terrestre, baseada até hoje naqueles seis elementos principais citados anteriormente, é a única que conhecemos e o único referencial de análise e comparação que conhecíamos.

Aí é que entra a importância da descoberta dessa nova forma de vida aqui mesmo na Terra. Com isso percebemos que ainda há muito a descobrir sobre a biosfera oculta em nosso planeta. A vida parece ter se originado não de uma única forma e sim de muitas maneiras diferentes, seguindo trilhas independentes.

Quanto mais abrirmos os olhos para os diferentes arranjos que a vida adotou mais chances teremos também de conseguir identificar evidências de formas de vida extraterrestres quando elas passarem diante de nossos olhos nos exoplanetas já descobertos e ainda por descobrir, além de melhorarmos nossa compreensão de onde realmente viemos.

 


OrfaosVocê consegue olhar para as estrelas e não pensar em “Deus”? Qual a sensação de pensar num universo sem propósito, gerado ao mero acaso? Que tipo de sentimento surge ao pensarmos que tudo que já existiu, existe e ainda existirá não passa do resultado de um mero acaso? Definitivamente não são as sensações e sentimentos que nossa espécie mais aprecia. Mas…

Em sua mais recente obra, The Grand Design, Stephen Hawking afirma que não é preciso um Deus para criar o universo, pois o Big Bang, a grande “explosão” (que não tem relação com nosso conceito mais conhecido de explosão) a qual teria originado o universo, seria uma consequência das leis da física, conforme as palavras do professor de Física da Matéria Condensada da Universidade Autônoma de Barcelona David Jou:

GrandDesignO fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso.

É óbvio que para a discussão deste tema nem mesmo uma vida inteira seria suficiente e, apesar de muitos de nós já possuírem suas “certezas” sobre Deus e o Universo”, a verdade é que essas questões atormentam nossa espécie desde sempre. E continuará atormentando, ao menos àqueles que não têm certeza.

De fato o Big Bang é consequência natural das leis da física, assim como tudo que veio a existir como consequência natural do Big Bang. Todo o universo parece funcionar conforme as mesmas leis. Podemos chamar também as leis da física de “leis da natureza”, as quais englobam todas as equações possíveis dentro da estrutura do universo.

EquacoesTudo que nossa espécie vem fazendo desde o início, de uma maneira muito generalizada, é descobrir e buscar compreender as leis naturais contidas em todos as coisas. Simplificando mais ainda, trata-se das relações de causa e efeito.

Todo e qualquer tipo de sistema de aprendizado sobre qualquer realidade contida no universo só é possível devido a uma propriedade fundamental das leis da natureza: a imutabilidade. Tais leis, ou equações, nunca mudaram desde o início do universo e, teoricamente, nunca mudarão enquanto o universo existir.

Uma vez que as próprias leis naturais, desde o “início” (difícil precisar o que seria realmente o início) gerando movimento contínuo de causa e efeito, configuram o “motor” do universo, aparentemente auto-suficiente, onde entraria um Deus nessa estória toda?

Talvez eu devesse fazer perguntas as quais tivéssemos condições reais de respondê-las, apesar de muitos de nós terem adotado algumas “certezas” sobre isso.

Mas, mesmo assim, quando penso no assunto, sempre fico com uma pergunta engasgada: uma vez que, desde o “início”, foram as leis naturais que foram moldando o universo até os dias de hoje, aparentemente, o universo já nasceu com elas. Portanto, de onde elas vem e que processo ou quais processos as “fixaram” do jeito que são e não de qualquer outro?

DNA_UniversoPoderíamos considerar as leis naturais como sendo o DNA deste universo? Seu código genético? Creio que no momento pode ser uma associação aceitável. Mas … DNA? Código genético? E de quem ou do que o universo teria herdado tais “informações”? De outro universo anterior? De um universo coexistente? De um universo “pai” e/ou “mãe”? De dois universos?

De qualquer forma sempre caímos no mesmo ponto crítico: e o primeiro universo? Quem ou o quê o criou? E quem ou o que teria criado o primeiro criador?

Por isso tudo, se conseguirmos apenas descobrir mais ou menos como funciona a natureza deste universo e, com isso, melhorar nossa qualidade de vida e a das demais espécies, já estaremos realizando um verdadeiro “milagre divino”…


TerrasOs dados mostram que a nossa galáxia, com suas cerca de 200 bilhões de estrelas, possui cerca de 46 bilhões de planetas do tamanho da Terra.

Do centro do universo à mera poeira da galáxia em apenas 1.900 anos! Será mesmo?

Após 5 anos de estudo, a NASA nos traz algumas informações importantes relacionadas ao nosso planeta:


GraosDeAreia

  • Nossa galáxia, a Via-Láctea, com aproximadamente 200 bilhões de estrelas ou sóis, contém cerca bilhões de planetas semelhantes à Terra;
  • Planetas pequenos são muito mais comuns do que se imaginava e são predominantes na Via Láctea;
  • Aproximadamente 1/4 das estrelas similares ao nosso Sol da nossa galáxia hospedam planetas como a Terra;
  • Os planetas de tamanho próximo à Terra são, na nossa galáxia, como grãos de areia na praia: estão por toda a parte;
  • Os dados mostram que a nossa galáxia, com suas cerca de 200 bilhões de estrelas, possui cerca de 46 bilhões de planetas do tamanho da Terra.

É importante destacar ainda que a pesquisa não inclui planetas nas zonas habitáveis e sim, tendo em vista a proximidade das estrelas que orbitam, apenas planetas em áreas consideradas muito quentes para a vida como a conhecemos.

Com isso, próximas pesquisas poderão mostrar que o número potencial de “Terras” pode superar e muito o de 46 bilhões.

Estraga Prazeres

Não deve ser fácil para algumas pessoas saber que nosso planeta não é tão especial e único assim como se pensava ou como muitos gostam de pensar. A NASA realmente é uma pedra no sapato de muitos. E por isso esses muitos vão continuar ignorando as novas descobertas sobre o lugar que ocupamos no universo.

Modelo_GeocentricoA teoria do universo geocêntrico, onde a Terra era o centro do universo, foi compilada por Ptolomeu por volta de 100 d.C. e, por mais incrível que possa parecer ela ainda determina o modo de pensar de muitíssimos de nós ainda hoje.

Para diversas religiões, em destaque para o cristianismo, a Terra, além de ser o centro do universo, é a única coisa no universo. A mensagem subliminar passada a seus adeptos é exatamente essa e continuará sendo por muito tempo, visto que suas bases dogmáticas não teriam nenhuma sustentação se vistas e estudadas sob um prisma universal ao invés de exclusivamente terrestre.

A influência desse tipo de visão está presente em todos nós e determina, de forma inconsciente, nossa visão sobre o mundo e nosso papel dentro dele. Por mais que as informações cheguem até nós, elas parecem ricochetear como uma pedra lançada num lago. Basta olhar para aquilo que pensamos, dizemos e fazemos. Basta examinar nossas ações de forma macro para ver que, na prática, o ser humano ainda acredita que está no centro do universo.

Infelizmente esse tipo de visão insana não é mantida por acaso. Ela é a única que atende a necessidade e interesses dos poucos que lucram ao redor do globo. Estar no centro do universo, ser especial, único, é apenas mais uma forma de pensar dentre muitas outras que inseriram em você e da qual você nunca perguntou de onde veio…

 


Velocidade_luz1Alguns fatos sobre nossa realidade, se pensados detalhadamente, possuem propriedades e características suficientes para pensarmos sobre nós mesmos e o lugar onde vivemos. Quando me refiro ao lugar onde vivemos, quero chamar a atenção para um planeta e seu ecossistema, o universo. Um desses fatos, extremamente importante, altamente despercebido, e altamente intrínseco no modo com que vivemos, é a luz e sua surpreendente velocidade: 300.000 quilômetros por segundo.

Pensar em números grandes é muito difícil para nós. Por isso temos que usar referenciais para termos uma idéia melhor de uma velocidade como essa. Um dos exemplos mais eficientes é entender a velocidade da luz ao pensarmos que a mesma é suficiente para dar 7 voltas no planeta Terra em apenas 1 segundo.
Muito rápido? Como disse Einstein, isso é relativo.

A luz só viaja a 300.000 quilômetros por segundo no vácuo. Quando viaja por meios diferentes, ela tem sua velocidade alterada. Como por exemplo, na água, onde por isso podemos visualizar a curvatura e a refração da luz.

Nossos olhos funcionam de acordo com essa mudança de velocidade em que a luz viaja em diferentes materiais. Se não fosse assim veríamos apenas bolhas claras e escuras.

O fator de atraso se deve ao fato de que a luz é absorvida pelos átomos que compõem os materiais pelos quais ela atravessa. Uma vez absorvida por esses átomos, fazendo-os vibrar, ela é irradiada novamente.
Ao passar pelos átomos do vidro existe a curvatura da luz, onde a mesma pode ser direcionada e ampliada, causando o fenômeno que você percebe ao usar uma lente de aumento. É justamente esse fato que torna possível a utilização de telescópios, onde passamos a observar a luz numa outra escala: a astronômica. E é aí que a tal velocidade da luz se torna extremamente indispensável.

Na superfície da Lua, a 380.000 quilômetros da Terra, os astronautas demoravam 1,3 segundos para receber uma mensagem. E mais 1,3 segundos para que a resposta chegasse na Terra. Entre uma pergunta e uma resposta, sem levar em conta o tempo para pensar, eram gastos 2,6 segundos.

Aumentando um pouco a distância, a luz do Sol demora pouco mais de 8 minutos para alcançar a Terra. Se o Sol fosse engolido por um buraco negro teríamos ainda 8 minutos antes de nosso planeta, e todas suas formas de vida, começarem a desaparecer.

Continuando a aumentar as distâncias, a comunicação entre a Terra e as sondas que exploram Marte demora 44 minutos para chegar até lá. E mais 44 minutos para que a resposta chegue novamente aqui.

Para se comunicar com a sonda Cassini, em órbita de Saturno, são mais de 3 horas para que a mensagem a alcance. E, para alcançar a Voyager I, a sonda mais distante já enviada pelo homem, hoje a 16.000.000  (milhões) de quilômetros de distância da Terra, que está saindo agora do sistema solar, a mensagem leva 29 horas para atingir o alvo.

Nessas distâncias, a luz, mesmo viajando a 300.000 quilômetros por segundo, já não se mostra tão eficiente. Para piorar, em escalas cósmicas, como veremos, essas distâncias ainda são infinitamente ridículas.
Que tal tentarmos enviar uma mensagem para a estrela, ou o Sol, mais próximo do nosso sistema solar? Trata-se de uma estrela anã-vermelha chamada Próxima Centauri, aproximadamente 40.000.000.000.000 (trilhões) de quilômetros de distância.

Perceba que aqui nosso cérebro já não processa a informação referente à distância. Ou seja, já são números dos quais não temos noção. Deste ponto em diante não é mais viável falar em quilômetros para citarmos planetas, estrelas, galáxias, aglomerados de galáxias , superaglomerados e grandes filamentos. A medida a ser usada passa a ser a velocidade da luz, que equivale a mais ou menos 9 trilhões de quilômetros, distância percorrida pela luz em um ano numa velocidade de 300.000 quilômetros por segundo.

A estrela mais brilhante em nosso firmamento é sem dúvida Sirius, que está a 8,6 anos-luz de distância. Isso quer dizer que a luz, viajando a 300.000 quilômetros por segundo (sempre lembre que nessa velocidade a luz consegue dar a volta na Terra 7 vezes em 1 segundo), demoraria 8,6 anos, ou mais ou menos 3.139 dias, para alcançar Sirius. Enfim, devido a essa "demora", à lentidão com que a luz viaja pelo espaço, quando olhamos Sirius no firmamento, não a vemos como ela é hoje e sim como ela era há 8,6 anos atrás. Nesse caso, podemos até estar vendo Sirius mas, neste momento, em tempo real, ela pode nem mesmo existir mais.

Betelgeuse_Sol

A mesma coisa ocorre com a estrela Vega. Só conseguimos vê-la como ela era há 25 anos atrás. E a imensa Betelgeuse (que possui mais ou menos 900 vezes o diâmetro do nosso Sol, conforme imagem acima)  como era há 500 anos atrás.

Ao mesmo tempo, essa lentidão da velocidade da luz nos permite enxergar o passado, possibilitando observar e compreender cada vez mais quais os processos que fizeram com que o universo chegasse até este ponto em que nos encontramos. Isso seria impossível se a luz viajasse instantaneamente. Com isso já conseguimos enxergar o universo como ele era há mais de 13 bilhões de anos atrás. O universo ainda engatinhava.

Mas o que podemos ver além disso no passado do universo? Não. Aqui existe uma barreira. Uma barreira imposta pela própria velocidade da luz. Mas do que se trata essa barreira?

O universo teve início cerca de 13,75 bilhões de anos atrás. Isso significa que o mais distante que podemos enxergar no espaço, em qualquer direção, é 13,75 bilhões de anos-luz. Não houve tempo suficiente para a luz viajar mais do que isso. Trata-se do horizonte cósmico da luz, uma esfera de 13,75 bilhões de anos-luz, contendo tudo que vemos. Será que o universo termina aí?

Não temos razões para acreditar nisso. É muito provável que o universo seja muito maior do que isso. Mas, independente disso, os astrônomos da Terra estão "presos". Não podem ver além do horizonte cósmico da luz.
Einstein mencionou que a velocidade da luz é o limite de velocidade para qualquer coisa que viaje pelo espaço. De fato as equações da física mostram que distorções muito "estranhas" – como o espaço se dobrando sobre si mesmo (a famosa "dobra espacial" de "Jornada nas Estrelas") – começam a acontecer com objetos que chegam a 99,99% da velocidade da luz. Mas, algo supera ou já superou a velocidade da luz? Sim.

As evidências mostram que, após o big-bang, o universo passou por um período chamado "inflação", período esse responsável pela estranha homogeneidade existente hoje em todo o universo. 

A chamada "inflação", que seria de fato o big-bang que observamos hoje através da radiação cósmica de fundo, ou seja, um segundo big-bang, foi uma fase onde tudo foi arremessado em todas as direções numa velocidade muito superior à da luz. Podemos concluir com isso que o espaço em si pode se expandir mais rapidamente do que a velocidade da luz, mas tudo que está confinado nesse espaço não pode ultrapassar a velocidade da luz, conforme a teoria da relatividade especial de Einstein.

Como o universo hoje encontra-se em expansão, galáxias se afastam umas das outras tão rapidamente que violam a velocidade da luz. Veja que é o espaço que se expande e não as galáxias que se movem. Vale lembrar que as galáxias estão contidas no espaço que se expande, como se fossem manchas numa bexiga que está sendo sendo cheia.

Essa expansão, ocorrendo mais rapidamente que a velocidade da luz, estipula outro limite: as galáxias que nunca veremos. Tais galáxias tiveram início há tanto tempo que a luz proveniente delas nunca nos alcançará porque o espaço está se expandido mais rapidamente do que a velocidade da luz.

Enfim, se estamos limitados ao horizonte cósmico da luz, o que há para ser observado e explorado dentro desse horizonte? Temos idéia disso?

Hubble_ultra_deep_field (1)

Pense no seguinte fato: o campo ultra-profundo do telescópio Hubble (conforme imagem acima) é uma foto repleta de detalhes de uma área do nosso céu, 100 vezes menor do que uma lua cheia, que contém em torno de 10.000 galáxias.

Vale a pena lembrar que nossa galáxia, com seu tamanho aproximado de 100.000 anos-luz de uma ponta à outra, pode conter cerca de 400 bilhões de estrelas (sóis). Se pensarmos então na galáxia IC-1011, com seu tamanho 60 vezes maior que a nossa, cerca de 6 milhões de anos-luz de uma ponta à outra, imagine, se puder, quantas estrelas (sóis) ela pode conter.

Enfim, a velocidade da luz, para nós, é tão absurdamente rápida que é praticamente impossível pensar nisso. Mas para o universo é uma velocidade extremamente desanimadora. Mesmo se, no futuro, conseguíssemos construir uma nave espacial que viajasse na velocidade da luz, não conseguiríamos ir praticamente a lugar nenhum. Espero que ao menos a velocidade da luz seja mais um dos elementos que ajude a mostrar o quanto somos minúsculos e imperceptíveis numa escala astronômica. Mais um motivo para a humildade da qual tanto precisamos para continuar a existir nessa imensidão.