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Category Archives: Notícias e política


Combustivel_FossilA conferência sobre mudanças climáticas em Cancún, concluída neste sábado, superou as baixas expectativas e se tornou um "sucesso surpreendente", segundo análise da revista The Economist.

Sucesso surpreendente? Podemos então ficar tranquilos e felizes? Nosso planeta está a salvo? Vamos tentar entender melhor o que a revista The Economist está tentando nos dizer.

A revista diz que os acordos não-vinculantes assinados em Cancún trazem "avanços", ainda que “modestos”. Modestos? Dispomos de tempo para modéstia quando se trata da utilização de combustíveis fósseis?

A revista também disse que classificou Cancún como um sucesso devido às baixas expectativas geradas pelo fracasso de Copenhague em 2009. Então… O que isso quer dizer?

Por fim a revista conclui dizendo que os resultados de Cancún não são nem extraordinários e nem mesmo suficiente para a redução do aquecimento global, não passando de um “início de mudança”.

Oras, afinal, como a COP-16 pode ter sido um sucesso se, na prática, não foi suficiente para redução do aquecimento global? (Clique aqui para saber quais as medidas adotadas na COP-16)

Para entendermos um pouco melhor de com o que estamos lidando, os poucos leitores deste blog podem acessar a página Protocolo de Kyoto.

Emissoes

Curiosidade…

Os países chamado “emergentes” estão isento de reduções. Estão entre eles a China, o Brasil e a Índia. E o mais curioso: a China atualmente se tornou o maior poluidor mundial. Alguém por favor me explique: Como pretendem salvar o planeta isentando de reduções o maior poluidor mundial?

O segundo maior poluidor mundial, os Estados Unidos, nunca chegou a ratificar o Protocolo de Kyoto. Como pretendem salvar o planeta isentando de reduções o primeiro e o segundo maiores poluidores mundiais?

Na prática…

É impressionante como é possível constatar que a grande maioria dos países envolvidos no problema da emissão de poluentes não possuem nem capacidade nem mesmo vontade de sair do problema. E um dos grandes problemas disso é que nenhum deles ainda consegue ver a si mesmo afetado pelo problema.

Outro fator que impressiona e assusta que é que tratar de percentuais de reduções na emissão dos poluentes nunca irá resolver coisa alguma e muito menos salvar o planeta de grandes danos. Isso poderia no máximo, retardar uma crise mundial de enormes proporções.

Mas esse quadro de crise mundial será mesmo retardado? Seria retardado se hoje 40% das emissões já tivessem sido cortadas tendo como base o ano de 1990. Mas nem mesmo 5% foi cortado. E, seguindo as tendências atuais, 40% de redução jamais será conseguido.

Atrasar o problema e deixá-lo para gerações futuras é uma coisa. Resolvê-lo é outra bem diferente. Por enquanto a única coisa que estamos fazendo é a segunda opção: deixá-lo para as gerações futuras. Mas e resolvê-lo? Seríamos capazes?

A única forma de resolver o problema é a mudança de paradigma. Neste caso em específico, trata-se da mudança total das matrizes energéticas e da mentalidade de produção e consumo. Esquecer completamente os combustíveis fósseis e passar a utilizar as fontes de energias limpas, tais como a energia solar, o vento e o hidrogênio. Seremos capazes disso? Continuaremos a classificar tudo isso como sendo “trabalhoso demais”?

A perspectiva não é nada boa. Kyoto e COP-16 não passam de ilusão. E nós por aqui, ao mesmo tempo que sabemos que continuar utilizando combustíveis fósseis, mesmo que em escala reduzida, é o mesmo que assassinar milhões de formas de vida hoje e amanhã, estamos “orgulhosos” com a descoberta do Pré-Sal.

Infelizmente quaisquer que sejam os discursos política e ambientalmente corretos, quase todos continuam sendo facilmente destruídos pelo brilho nos olhos que surge com o termo “barril de petróleo”.

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Não tenho a pretensão de acreditar que entendo de política. Mas também não sou totalmente cego, surdo e mudo. Para aqueles que, como eu, tentam exercitar os “músculos cerebrais” sempre que possível, é possível perceber algumas obviedades do nosso cenário político, até mesmo porque os “gênios” que compõem esse cenário deixaram há muito tempo de ser tão geniais assim e, tendo em vista a qualidade atual de nossos políticos, essa “ciência” já não é mais tão complexa quanto antes.

Por essa razão não vou escrever sobre política visto que não é o meu foco. Mas, com o intuito de tentar contribuir humildemente com os eleitores que também tentar exercitar seus “bíceps e tríceps cerebrais”, resolvi colocar aqui um tipo de informação que, tendo em vista a qualidade de sua fonte, considero de suma importância compartilhar com o leitor e eleitor que passar por eeste blog.

OLulismoNoPoderPara isso, trago aqui para este blog uma entrevista feita com o jornalista Merval Pereira no programa Espaço Aberto Literatura da Globo News, onde o colunista do jornal O Globo fala sobre seu novo livro intitulado O Lulismo no Poder.

Antes de mais nada é preciso apresentar ao leitor o jornalista Merval Pereira: colunista do veículo O Globo, comentarista da Globo News e da rádio CBN, premiado pela Universidade de Columbia de Nova York com a condecoração denominada “Maria Mars Cabot”, por ter atuado em meio às adversidades da ditadura militar e ajudado a população brasileira a entender o significado da última eleição norte-americana vencida por Barack Obama.

Como não consegui inserir diretamente o vídeio aqui no blog, segue então o link para a entrevista de Merval Pereira transmitida pela Globo News. Espero que seja um eficiente instrumento de reflexão e que ajude o leitor a ter mais base e referências para suas escolhas…


Merval Pereira reúne artigos de O Globo no livro "O Lulismo no Poder" – O jornalista analisa oito anos do petista na Presidência da República.

 

Entrevista_MervalPereira

Entrevista:

Para assistir a entrevista na íntegra clique aqui.

 

 

 



domingo_ramos_palma Sempre quando os feriados derivados da história de Jesus chegam tenho o costume de ler as notícias a respeito. Já deixei claro aqui em outros posts que tenho uma enorme curiosidade por essa personagem.

Como um dos objetivos deste blog é estimular o pensamento e diminuir nossa distância da única explicação possível para os fatos, sempre me vejo na obrigação de, baseado na história, corrigir informações veiculadas de forma incorreta.

Desta vez foi o portal G1 de notícias que pecou numa informação histórica sobre o Domingo de Ramos, feriado que celebra a última entrada de Jesus em Jerusalém em uma de suas festas mais famosas: a páscoa judaica. O portal diz o seguinte:

Em seguida, os fiéis saíram em procissão pelas ruas históricas da cidade. A caminhada representa a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém. Ele foi aclamado pelos católicos como rei e recebido com ramos, que simbolizam a alegria.

Bem, Jesus ainda não era “Cristo” quando entrou pela última vez com vida em Jerusalém para a celebração da páscoa judaica. Ele somente seria “promovido” a “Cristo” muitos anos depois, com a chamada “conversão” de Paulo de Tarso, fato que seria fundamental para o surgimento do cristianismo.

Ao entrar em Jerusalém para sua última páscoa, Jesus jamais poderia ter sido aclamado pelos católicos. Isso por uma simples razão: os católicos ainda não existiam. A igreja católica surgiria muitos anos depois da morte de Jesus, como consequência do embate entre uma forma de religião criada pelos discípulos de Jerusalém e o cristianismo primitivo, criado por Paulo de Tarso.

Ao ter entrado pela última vez com vida em Jerusalém, Jesus não teria sido aclamado rei de coisa alguma. Quase ninguém o conhecia de fato entre a população presente em Jerusalém para a páscoa judaica. Jesus teria decidido entrar na cidade montando um burro provavelmente como mais uma forma de ironizar o poder vigente e o mais provável é que somente as poucas pessoas que o acompanhavam naquele momento, e que sabiam de suas intenções, é que teriam gritado em voz alta chamando a atenção dos demais.

Segue o link do Portal G1 de notícias com a notícia completa: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1548269-5598,00-FIEIS+CELEBRAM+DOMINGO+DE+RAMOS+PELO+PAIS.html