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Tag Archives: NASA


SingularityUniversityPatrocinada pelo Google e pela NASA, a Singularity University realizará seu primeiro curso fora dos EUA. Mais precisamente, em São Paulo!

Confesso que, ao ouvir a frase “O melhor da humanidade ainda está por vir”, dita por Rodrigo Furlan, analista financeiro e aluno da Singularity University, fui pego de surpresa. Da limitada perspectiva de onde me encontro, acabo deduzindo que a humanidade não caminha para seu melhor. Portanto, ao ouvir uma idéia que contradiz totalmente o que estou vendo, acho melhor parar e prestar atenção.

A Singularity University é um projeto futurístico de universidade, onde, entre os professores, estão astronautas, biotecnólgos, especialistas em nanotecnologia e robótica. O objetivo, muito resumidamente, é buscar soluções inovadoras para problemas sérios, como a mudança climática, a fome e a democratização do conhecimento.

Soluções inovadoras são mesmo mais que necessárias. Ainda enfrentamos problemas básicos para solucionar a demanda por necessidades básicas, tais como habitação, vestuário, alimentação e trabalho, as quais são responsáveis pela imensa maioria de nossos problemas no dia-a-dia.

Há centenas de anos vivemos correndo atrás do rabo. Estamos correndo, cada vez mais,  atrás dos mesmos problemas. E quanto mais fazemos isso mais problemas geramos. É claro. Um amigo me disse uma vez: os problemas não podem ser solucionados pela mesma mentalidade que os gerou.

Democratização do conhecimento, assim como as soluções inovadoras, é urgente! Nossa espécie precisa mudar sua maneira de agir no ecossistema onde vive. Não é mais aceitável que o conhecimento pertença a uma minoria e que a maioria não queira saber de nada, deixando para a minoria entender como as coisas são. A maioria burra, que só se importa com comer, beber e se emocionar, não tem mais espaço no futuro. Todos precisam subir de patamar e partilhar o conhecimento num nível muito semelhante.

Por essas razões resolvi chamar a atenção dos poucos leitores que passam por este blog para o projeto do Google eda NASA, pois ao meu ver, tem objetivos bem condizentes com a necessidade do planeta. A seguir destaco algumas informações e curiosidades mais específicas sobre a Singularity University.

Não há livros. O conteúdo das aulas é criando constantemente. O foco do ensino está totalmente no futuro, olhando e pensando periodicamente em que direção o mundo está indo.

A tecnologia se duplica a cada 18 a 30 meses. Um resultado muito impactante. O potencial ascendente da tecnologia é muito grande. Só que a maioria das pessoas pensam hoje de forma linear, enquanto a tecnologia é exponencial, criando um enorme vácuo. Os alunos são ensinados a pensar sobre isso.

TheSingularityUniversityIsNearSegundo um de seus fundadores, Ray Kurzweil, autor do livro The Singularity is Near,  a singularidade será o momento em que homem e máquina irão praticamente se fundir.

Ainda de acordo com Kurzweil, os saltos exponenciais existem muito antes do surgimento da humanidade. Ele destaca seis épocas onde ocorreram transformações determinantes:

1a Época: Surgimento das primeiras estruturas atômicas, baseadas nas leis da química e da física;

2a Época: Formação do DNA, onde as informações genéticas passaram a ser organizadas e replicadas;

3a Época: Surgimento do cérebro, onde as informações se tornaram mais complexas e o modelo mental passou a moldar o mundo;

4a Época: A quarta época seria a atual, começando com o aparecimento das máquinas, onde a tecnologia acelera a transformação do homem e da natureza;

5a Época: Singularidade. A fusão entre homem e máquina permitirá que a inteligência e a criatividade humana ultrapassem os limites do cérebro;

6a Época: Quando os padrões de energia e matéria serão substituídos por uma espécie de inteligência universal.

A Singularity University considera o Brasil um país importante para seus cursos. E o motivo é curioso e lamentavelmente verdadeiro. A população no Brasil é imensa. Se analisados os problemas que o país enfrenta (desmatamento, água potável, pobreza, saúde pública, educação), trata-se de um microcosmo perfeito dos problemas globais. Resolvendo-os no Brasil, os mesmos podem ser resolvidos em qualquer outro lugar.

Fica aqui a sugestão da reportagem completa no site da Globo News, programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, onde será possível ao leitor conhecer o projeto de forma mais ampla e precisa.

Em meio a tantos desastres naturais e tantas mortes que poderiam ser evitadas caso nosso país não vivenciasse há anos uma mentalidade política e administrativa burra e inerte, Google e NASA estão com seus olhos anos-luz à nossa frente, talvez criando a possibilidade real da existência de vida inteligente no planeta Terra.

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AlienBacteriaFoi um marketing e tanto. A NASA conseguiu criar uma intensa expectativa nos meios jornalísticos e científicos.

A princípio falou-se que a agência espacial americana teria feito uma nova descoberta sobre evidência de vida extraterrestre. Mas logo as coisas foram ficando mais claras:

Uma descoberta das astrobiologia que terá impacto na busca de vida fora da Terra.

Qual seria a descoberta? Uma bactéria. Onde? Aqui mesmo, em nosso planeta, mais precisamente num lago da Califórnia.

Mas então, por que o alarde? Por que tanto marketing sobre algo contra o qual lutamos diariamente ao comprar amoxicilina sem receita médica? E o que uma bactéria encontrada num lago da Califórnia teria a ver com extraterrestres verdinhos?

Forma de Vida Desconhecida

A bactéria encontrada no lago da Califórnia indica a existência de uma forma de vida até então desconhecida. Ou seja, vida que, para nós, não poderia ser vida.

Até o momento acreditava-se que todas as formas de vida terrestres processavam apenas os elementos a seguir: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. A bactéria encontrada substitui o fósforo pelo venenoso arsênio, que, em tese, não deveria fazer parte da química da vida como a conhecemos.

Em relação ao que entendíamos por vida (vale lembrar que ainda não chegamos a um consenso sobre esse conceito), surge então a primeira exceção à regra. Se não havíamos definido vida ainda de forma definitiva, essa definição agora, momentaneamente, fica mais difícil.

AstrobiologiaA astrobiologia, ou “exobiologia”, que estuda a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida no universo – isso inclui a nós – dá um passo a mais para o aumento da possibilidade de encontrar vida fora da Terra.

O que procurar?

Temos hoje vários desafios que a astrobiologia precisa superar. Um dos principais é justamente saber o que procurar no espaço. Como assim saber o que procurar? Vida é claro! Mas a pergunta que vem a seguir é: que tipo de vida?

Iniciamos nossas buscas procurando sinais de existência de vida semelhante à nossa. E isso não poderia ser diferente pois a vida terrestre, baseada até hoje naqueles seis elementos principais citados anteriormente, é a única que conhecemos e o único referencial de análise e comparação que conhecíamos.

Aí é que entra a importância da descoberta dessa nova forma de vida aqui mesmo na Terra. Com isso percebemos que ainda há muito a descobrir sobre a biosfera oculta em nosso planeta. A vida parece ter se originado não de uma única forma e sim de muitas maneiras diferentes, seguindo trilhas independentes.

Quanto mais abrirmos os olhos para os diferentes arranjos que a vida adotou mais chances teremos também de conseguir identificar evidências de formas de vida extraterrestres quando elas passarem diante de nossos olhos nos exoplanetas já descobertos e ainda por descobrir, além de melhorarmos nossa compreensão de onde realmente viemos.

 


TerrasOs dados mostram que a nossa galáxia, com suas cerca de 200 bilhões de estrelas, possui cerca de 46 bilhões de planetas do tamanho da Terra.

Do centro do universo à mera poeira da galáxia em apenas 1.900 anos! Será mesmo?

Após 5 anos de estudo, a NASA nos traz algumas informações importantes relacionadas ao nosso planeta:


GraosDeAreia

  • Nossa galáxia, a Via-Láctea, com aproximadamente 200 bilhões de estrelas ou sóis, contém cerca bilhões de planetas semelhantes à Terra;
  • Planetas pequenos são muito mais comuns do que se imaginava e são predominantes na Via Láctea;
  • Aproximadamente 1/4 das estrelas similares ao nosso Sol da nossa galáxia hospedam planetas como a Terra;
  • Os planetas de tamanho próximo à Terra são, na nossa galáxia, como grãos de areia na praia: estão por toda a parte;
  • Os dados mostram que a nossa galáxia, com suas cerca de 200 bilhões de estrelas, possui cerca de 46 bilhões de planetas do tamanho da Terra.

É importante destacar ainda que a pesquisa não inclui planetas nas zonas habitáveis e sim, tendo em vista a proximidade das estrelas que orbitam, apenas planetas em áreas consideradas muito quentes para a vida como a conhecemos.

Com isso, próximas pesquisas poderão mostrar que o número potencial de “Terras” pode superar e muito o de 46 bilhões.

Estraga Prazeres

Não deve ser fácil para algumas pessoas saber que nosso planeta não é tão especial e único assim como se pensava ou como muitos gostam de pensar. A NASA realmente é uma pedra no sapato de muitos. E por isso esses muitos vão continuar ignorando as novas descobertas sobre o lugar que ocupamos no universo.

Modelo_GeocentricoA teoria do universo geocêntrico, onde a Terra era o centro do universo, foi compilada por Ptolomeu por volta de 100 d.C. e, por mais incrível que possa parecer ela ainda determina o modo de pensar de muitíssimos de nós ainda hoje.

Para diversas religiões, em destaque para o cristianismo, a Terra, além de ser o centro do universo, é a única coisa no universo. A mensagem subliminar passada a seus adeptos é exatamente essa e continuará sendo por muito tempo, visto que suas bases dogmáticas não teriam nenhuma sustentação se vistas e estudadas sob um prisma universal ao invés de exclusivamente terrestre.

A influência desse tipo de visão está presente em todos nós e determina, de forma inconsciente, nossa visão sobre o mundo e nosso papel dentro dele. Por mais que as informações cheguem até nós, elas parecem ricochetear como uma pedra lançada num lago. Basta olhar para aquilo que pensamos, dizemos e fazemos. Basta examinar nossas ações de forma macro para ver que, na prática, o ser humano ainda acredita que está no centro do universo.

Infelizmente esse tipo de visão insana não é mantida por acaso. Ela é a única que atende a necessidade e interesses dos poucos que lucram ao redor do globo. Estar no centro do universo, ser especial, único, é apenas mais uma forma de pensar dentre muitas outras que inseriram em você e da qual você nunca perguntou de onde veio…