Skip navigation

Tag Archives: jesus cristo


A atribuição da autoria dos evangelhos a Mateus, Marcos, Lucas e João provavelmente aconteceu de forma tardia. Com exceção do texto joanino, relatos parecem ter se baseado fortemente em Marcos.

Os Evangelhos do Novo Testamento, quatro relatos sobre a vida de Jesus aceitos por todas as igrejas cristãs, tradicionalmente são atribuídos a dois dos Doze Apóstolos (Mateus e João, filho de Zebedeu), a um companheiro do apóstolo Pedro (Marcos) e a um colaborador de São Paulo (Lucas). Para os atuais estudiosos da Bíblia, no entanto, o mais provável é que nenhuma dessas autorias tradicionais esteja totalmente correta. Embora muitos dos fatos contados pelos evangelistas possam realmente remontar à vida de Jesus, inconsistências e contradições deixam claro que nenhum de seus discípulos originais sentou-se pessoalmente para escrever uma biografia de Cristo.

“O que está claro é que os títulos que temos são um fenômeno editorial, que veio mais tarde”, resume Luiz Felipe Ribeiro, professor de pós-graduação em história do cristianismo antigo da Universidade de Brasília (UnB), que está concluindo seu doutorado na Universidade de Toronto (Canadá). “Os títulos demoraram para aparecer no corpo do texto. Os primeiros papiros com a fórmula atual para os títulos – ‘Evangelho segundo Marcos’ ou ‘Evangelho segundo João’, por exemplo – são de meados do século 3 [mais de 150 anos depois da data em que os textos teriam sido escritos].”

De acordo com Ribeiro, os estudos sobre como os livros da época recebiam seus títulos e atribuições de autoria também revelam que essa fórmula (envolvendo uma estrutura gramatical do grego conhecida como acusativo) é curiosamente única dos Evangelhos; nenhum copista anterior teria pensado em falar da “Ilíada segundo Homero”, por exemplo. “É muito improvável que essa mesma maneira de designar os textos surgisse de forma independente em quatro deles ao mesmo tempo. Por isso, tudo indica que se trata de uma mudança na maneira como os Evangelhos passaram a circular naquela época”, diz ele.

Testemunho antigo?

Além dos títulos explícitos em papiros, a primeira referência a quatro Evangelhos escritos pelos autores que conhecemos tradicionalmente — Mateus, Marcos, Lucas e João, nessa ordem — vem do bispo Ireneu de Lyon, escrevendo por volta do 190. No começo do mesmo século, outro bispo, Papias (cuja obra original não sobreviveu, mas acabou sendo citada por escritores cristãos posteriores), menciona apenas Mateus e Marcos.

A poucas décadas de “distância” dos apóstolos originais, Papias até parece dispor de informações mais confiáveis, mas uma série de coisas em suas afirmações não batem. Primeiro, ele parece se referir a Mateus como uma simples coleção de ditos de Jesus (logia, em grego), escritos originalmente em aramaico, a língua do dia-a-dia na Palestina do século 1. No entanto, Mateus é na verdade uma narrativa, e o texto que temos parece ter sido composto diretamente em grego. Já Marcos seria o secretário ou intérprete de Pedro, o qual teria anotado (“de forma desordenada”, diz Papias), as pregações do líder dos apóstolos em Roma.

Além do fato de, na verdade, o Evangelho de Marcos ser uma narrativa altamente estruturada, sem sinal de desordem, ele não parece o tipo de coisa que um ex-colaborador de Pedro escreveria, afirma Ribeiro. “Existe, na verdade, uma hostilidade grande em relação a Pedro no Evangelho de Marcos, e talvez até uma rejeição de todos os Doze, que são retratados como covardes”, diz o pesquisador. Todos os Evangelhos mostram Pedro vacilando e até negando Jesus, mas enquanto Mateus atenua isso com a famosa cena em que Jesus promete a seu apóstolo “as chaves do Reino do Céu”, Marcos não apenas omite qualquer menção a isso como é bem provável que, originalmente, nem mostrasse Jesus aparecendo aos apóstolos depois de ressuscitar.

É que os mais antigos manuscritos do Evangelho de Marcos terminam de forma meio abrupta, no versículo 8 do capítulo 16. O relato se encerra com Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé — três seguidoras de Jesus — indo ao sepulcro de Cristo. Lá, porém, encontram a tumba aberta e um misterioso rapaz de roupas brancas (talvez um anjo) dizendo que Jesus tinha ressuscitado. As mulheres, então, fogem assustadas, “e nada diziam a ninguém, porque temiam”. O mais provável é que, mais tarde, foram adicionados os versículos de 9 a 20, que encerram o Evangelho que temos hoje e contêm as aparições do Jesus ressuscitado a seus seguidores.

Marcos, o primeiro?

Na verdade, apesar de a ordem dos Evangelhos nas Bíblias atuais começar com Mateus, Marcos é quase certamente o mais antigo de todos os textos, talvez escrito um pouco antes do ano 70, quando o Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos. O consenso entre os estudiosos é que Mateus e Lucas usaram Marcos como a base de seus próprios Evangelhos.

“Ambos se baseiam na estrutura narrativa de Marcos; Mateus e Lucas foram aumentados acrescentando-se a Marcos extratos de uma coletânea de ditos de Jesus que hoje está perdida”, escreve Geza Vermes, professor emérito de estudos judaicos da Universidade de Oxford, em seu livro “Quem é quem na época de Jesus” (Editora Record), recém-lançado no Brasil. “Quando Lucas e Mateus concordam entre si a respeito de algo, também concordam com Marcos; quando são diferentes de Marcos, também são diferentes entre si”, diz Ribeiro.

Além disso, Marcos é o evangelista que mais coloca expressões aramaicas na boca de Jesus ou das pessoas que entram em contato com ele, como o uso de Éfata (“abre-te”) para curar um surdo-mudo e Talitha cum (“menina, levanta-te”) para ressuscitar uma menina. “É o único evangelista que permite ao leitor ouvir um eco eventual das palavras de Jesus em sua própria língua”, diz Vermes.

Judeus?

Por essas e outras, a identificação do autor de Evangelho de Marcos como pagão de nascimento — e mesmo de Lucas ou João, autores de narrativas que parecem muito influenciadas pela cultura grega — não é tão confiável quanto alguns estudiosos costumavam imaginar. “Eu, por exemplo, acho que Marcos poderia muito bem ter uma origem na Galiléia”, diz Ribeiro. “De modo geral, essa dicotomia cultural muito forte entre judeus e pagãos de origem grega que a gente costuma imaginar é relativa. O judaísmo estava sob forte influência helenística fazia tempo.”

A influência judaica mais clara é a de Mateus, texto talvez escrito entre os anos 80 e 90 e repleto de referências à Lei de Moisés e às profecias do Antigo Testamento sobre a vinda do Messias. “Mas, mesmo no caso de Lucas, há um lado judaico bastante forte. A narrativa dele começa e termina no Templo de Jerusalém, por exemplo. Jesus nunca pisa fora do território de Israel na narrativa de Lucas. Isso não me parece à toa”, diz Vilson Scholz, professor de teologia exegética da Universidade Luterana do Brasil (RS) e consultor de traduções da Sociedade Bíblica do Brasil.

Scholz diz acreditar que, embora figuras como os apóstolos João e Mateus não tenham escrito pessoalmente os Evangelhos, é possível que as narrativas sejam obra de pessoas de “escolas” ligadas a eles, que teriam transmitido a tradição oral relacionada aos primeiros discípulos em forma escrita. Para Scholz, o Evangelho de Lucas, escrito pelo mesmo autor dos Atos dos Apóstolos (em ambos os casos a obra é dedicada a um patrono conhecido como Teófilo, e há remissões entre um livro e outro), é o que tem associação mais plausível com o autor tradicional.

Explica-se: Lucas teria sido um médico de origem grega e, de fato, sua linguagem é uma das mais polidas e de estilo cuidadoso entre os Evangelhos, diz Scholz. Os Atos dos Apóstolos também usam o pronome “nós” em certas passagens, dando a entender que o narrador estava viajando junto com Paulo. “Eu já acho que Lucas é tão problemático [como autor verdadeiro do Evangelho] quanto os demais”, afirma Ribeiro. Ele lembra que há diferenças consideráveis entre o relacionamento de Paulo com os demais membros da Igreja como é retratado em Atos e a maneira como Paulo fala de Pedro e dos demais apóstolos em suas cartas — nesse caso, Paulo é bem mais agressivo e menos condescendente em suas críticas aos seguidores originais de Jesus.

Testemunhas?

Um detalhe que solapa, ao menos à primeira vista, a idéia de que alguns dos autores do Evangelho presenciaram as pregações de Jesus é a falta de uma identificação de quem escreve no próprio texto, ou mesmo de afirmações diretas de que o escritor viu tais e tais fatos acontecerem. “Isso pode ser apenas um detalhe de gênero literário — uma tentativa de demonstrar objetividade, por exemplo”, pondera Scholz.

A única exceção é o Evangelho de João — justamente o “estranho no ninho” entre os quatro textos aceitos no Novo Testamento, por não seguir a mesma linha básica de narrativa dos outros três e apresentar uma visão teológica muito desenvolvida e elevada de Jesus, considerado o Verbo de Deus encarnado. Com base nisso, ele seria o texto mais tardio, escrito por volta do ano 100. “Muita gente vê influência da filosofia grega sobre João, mas a divisão clara do mundo entre luz e trevas, que a gente vê nele, já aparece nos Manuscritos do Mar Morto, a poucos quilômetros de Jerusalém”, diz Scholz. Em um ou dois trechos, o Evangelho de João diz que “a testemunha viu” os fatos narrados acontecerem.

“Eu acho possível que esse Evangelho remonte a uma testemunha ocular, mas o que ela viu foi retrabalhado pela comunidade à qual ela pertencia”, avalia Ribeiro. Seria o misterioso “discípulo amado” de Jesus — mas esse discípulo certamente não é João, o qual é mencionado separadamente no mesmo Evangelho. “Também vemos uma tensão política entre a comunidade desse discípulo amado e o grupo que seguia Pedro, por exemplo”, diz o pesquisador, lembrando que, numa das narrativas sobre o sepulcro vazio de Jesus, Pedro e o tal discípulo correm até a tumba, mas o discípulo amado é o primeiro a chegar. Pedro entra no sepulcro e vê os lençóis que cobriam o corpo de Jesus; o discípulo amado entra depois, “e viu, e creu”, diz o Evangelho. Seria uma forma de mostrar a precedência dele sobre Pedro.

No fundo, o que se sabe de seguro sobre os escritores dessas quatro obras-primas da cristandade primitiva está mesmo embutido no próprio texto — e, como tal, sujeito a interpretações. É muito difícil, por enquanto, colocar uma “cara” nos evangelistas. “Enquanto não houver outras descobertas arqueológicas de peso, ficamos nesse impasse”, diz Scholz.


Em função dos comentários sobre meu post anterior – Jesus – Nascimento e História do Natal – deduzi ser conveniente trazer um pouco mais de informações sobre os “reis magos”…

Diz a Bíblia que “uns magos”, guiados por uma estrela, vieram do Oriente à procura de um recém-nascidoo rei dos judeus. Mas não diz quantos eram, de onde vinham exatamente nem se eram mesmo reis.

Todos os anos, o dia 25 de dezembro, revive a suprema tradição cristã do Natal, quando se comemora o nascimento de Jesus. As pessoas trocam presentes, enfeitam pinheiros com luzes e bolas coloridas e montam presépios. Neles se reconstitui o nascimento de Jesus: a gruta em Belém, o menino na manjedoura, os pastarese os três homens que, segundo a Bíblia, vieram de longe para adorá-lo, trazendo ouro, incenso e mirra.

São os três reis magos, que saíram do Oriente guiados por uma estrela na busca de um recém-nascido: o “rei” prometido.

 

De fato existiram?

Existiram de fato ou são apenas fruto da imaginação? Uma referência a eles na Bíblia está no evangelho atribuído a Mateus, versículo 2: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém dizendo: Onde está o “rei dos judeus” que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo.

As dúvidas sobre os reis magos existe na própria igreja. Em seu livro “Jesus Cristo Libertador”, o teólogo brasileiro frei Leonardo Boff pergunta: “Vieram de fato os reis do Oriente? É curioso imaginar uma estrela errando por aí, primeiro até Jerusalém e depois até Belém, onde estava o menino. Por que não se dirigiu diretamente a Belém, mas primeiro resplendeu sobre Jerusalém, estarreceu toda a cidade e o rei Herodes, a ponto deste ter decretado a morte de crianças inocentes? Em que medida nisso tudo vai conto ou realidade?” Segundo Boff, “textos do Antigo Testamento e um fenômeno astronômico teriam motivado o relato dos autores do evangelho de Mateus”.

Os evangelhos foram escritos muito depois da morte de Jesus. O evangelho atribuído a Mateus, por exemplo, foi escrito entre os anos 80 e 85, ou seja, cerca de meio século mais tarde. O teólogo Ivo Storniolo, de São Paulo, acredita que “o evangelho atribuído a Mateus teria criado uma história como se fosse um fato verdadeiro para mostrar o real significado do nascimento do menino”.

Outro teólogo, Euclides M. Balancin, afirma que o evangelho atribuído a Mateus inspirou-se no salmo 72, 0 Rei Prometido, do Antigo Testamento, que fala de um rei ideal que implantaria a Justiça e o Direito. “O que Mateus quer dizer”, interpreta Storniolo, “é que Jesus é o Messias prometido e, reconhecendo isso, os reis das Nações, que seriam os reis do Oriente, vieram trazer-lhe tributos.”

 

Por que “magos”?

A palavra mago vem do persa “magu” que deu em grego “mágos” e chegou ao português através do latim maga e quer dizer “poderoso”. Os sacerdotes da religião persa, o zoroastrismo, eram chamados de magos. Seus poderes vinham dos conhecimentos de Astronomia e Astrologia que possuíam. Por isso, os reis persas se aconselhavam com eles antes de tomar decisões das mais importantes, como saber qual o melhor dia para resolver questões de Estado, até as mais corriqueiras, por exemplo, o dia mais indicado para tomar um remédio ou mesmo dar uma festa.

Pode-se assim perfeitamente bem especular que tenham sido “magos” persas os viajantes em busca do Messias guiados por uma estrela. Além de conhecer os mistérios do céu, é provável que estivessem também a par das antigas referências à chegada de um novo rei que viria para salvar os homens. Isso talvez explique por que caminharam tanto seguindo uma estrela, à procura do incerto lugar onde teria nascido o Messias.

O Antigo Testamento, com efeito, menciona um profeta de nome Balaão, contemporâneo de Moisés, o fundador do judaísmo (século XIII a.C), que teria dito: Um astro procedente de Jacó se torna chefe: um cetro se levanta procedente de Israel. Um anjo teria falado a Moisés sobre a estrela cuja aparição anunciaria a vinda do salvador. Em Roma? o poeta lírico Horácio, que viveu de 65 a 8 a.C, profetizou o começo de uma nova era sob o signo de Saturnoum dos planetas da conjunção que teria causado a luminosidade conhecida como estrela de Belém.

 

As mesmas tradições de sempre…

Em todo caso, sempre foi muito comum a tradição popular buscar ligações terrestres para acontecimentos extraordinários que ocorrem no céu, como o aparecimento de luzes misteriosas ou astros magníficos e desconhecidos: obrigatoriamente eles deveriam ser o prenúncio de algo novo e importante na Terra.

Sabe-se tão pouco sobre os magos que até seu número é desconhecido. Jacó de Edessa (640-708), teólogo cristão que escreveu comentários sobre o Antigo e o Novo Testamento, dizia que eles vinham da Pérsia, mas não eram três. Eram homens ilustres escoltados por mais de mil pessoas e seguidos por uma multidão. As primeiras representações da adoração de Jesus mostravam a mesma cena que sobreviveu até hoje: três homens que oferecem ao menino Jesus três presentes: ouro. incenso e mirra. Uma hipótese é que o número de presentes tenha criado a confusão.

Seja como for, os nomes dos magos Melchior, Baltazar e Gaspar são de origem oriental e todos têm a ver com realeza e poder. Melchior do hebreu, quer dizer “rei da luz”: Baltazar, do aramaico, significa Judeus proteja a vida do rei. Gaspar é dos três o que mais possibilidades tem de se referir a um personagem real.

Entre os anos 19 e 65 da era cristã, diz-se que viveu na Pérsia um príncipe de nome Gundofarr, que significa “vencedor de tudo”. Traduzido transformou-se em Gasta e daí em Gaspar A idéia da procedência persa dos magos influenciou até as roupas com que aparecem representados: chapéu redondo na cabeça, camisa curta presa por um cinturão, calças estreitas e uma capa por cima. Exatamente como os reis persas se vestiam.

No altar mór da Catedral de Colônia, na Alemanha, existem os três caixões revestidos de ouro. Dentro deles estariam os restos mortais de Gaspar, Melchior e Baltazar, trasladados da Itália no século XII. Pode ser outro dos tantos mitos que bordam a história dos magos, mas o fascínio que ela exerce sobre os cristãos do mundo inteiro continua. Depois, no dia 6 de janeiro, quando eles teriam chegado a Belém, e a tradição popular preserva e comemora como o Dia de Reis.

 

Distorções

Em relação a esses famosos “Reis Magos”, temos que a vinda dos mesmos apresenta a deturpação do termo “Megas”, para o latim “Magnus” que tem a mesma raiz sánscrita “Mahat”, utilizada para designar tanto sacerdotes persas, como a adivinhos e astrólogos caldeus (Sumérios). Cabe destacar que, também as tradições persas falavam da chegada de um salvador ou “Sanshyant”, nascido de uma virgem, porém, sem referir ou relacionar qualquer evento astrológico ao fato do nascimento.

Se acredita que, na verdade, os “Magos” tenham sido discípulos de Zoroastro ou Zaratustra, isto é, sacerdotes masdeístas persas, chegados a Jerusalém no tempo da conjunção planetária do ano 7 a.C., e relacionados posterior¬mente para justificar o culto do nascimento. Outros entretanto, consideram que os famosos reis magos eram, na verdade, representantes de alguma ordem secreta ou hermética, que aportaram ao lugar guiados para entregar alguns elementos ou materiais, importantes e necessários para o futuro desenvolvimento de Jesus.

Por outro lado, nada impediria de considerar o fato de que, um grupo de astrólogos persas estivesse a procura do local apenas para observar uma conjunção planetária e durante a viagem, resultassem apanhados pelo avistamento de um estranho objeto e que o mesmo viesse a guiá-los até o local do nascimento, mesmo que passados quase dois meses. Estranho…

Roni Adame